Fabiano olhar 43O ator santista Fabiano Santos comemora 20 anos de carreira e visita a Beneficência Portuguesa. Encantado com a beleza arquitetônica do Hospital Santo Antônio, em estilo neocolonial, inaugurado em 1926, o ator disse que visitar a Beneficência era fazer uma viagem de volta ao seu início na arte de representar.

“Eu tomei gosto por representar, quando há 20 anos comecei a participar de grupos de animação e ingressei no “Tralha Médica”, visitando pacientes, especialmente crianças internadas em hospitais. Eu já estava engajado no teatro, onde comecei participando do espetáculo “O Noviço”, de Martins Pena, com direção de Wilker José Silva. Mas foi a necessidade do improviso no Tralha Médica que ascendeu a vontade de me dedicar ao teatro. Meus pais me incentivaram muito, mas chegou uma hora que eu precisava me decidir e pensar no futuro profissional e financeiro. Meu pai queria que eu fizesse Engenharia, mas optei pelo Teatro e aos poucos provei que era possível viver de arte e não me arrependo”.

Em 2003, o ator Fabiano Santos, em 2003 deixou a cidade de Santos para estudar e se dedicar a arte de representar e foi cursar o Teatro Escola Macunaíma (SP), participou de diversos espetáculos e nesse ínterim foi convidado à dirigir espetáculos, e aí surgiu há 10 anos, o Grupo de Teatro O Porão, em Santos,  e a partir de 2010, o ator e diretor de teatro passou a escrever textos para encenação desse e de outros grupos com atividades na capital paulista.

Ator, diretor e dramaturgo, Fabiano Santos já escreveu vários textos, entre eles alguns sobre o sistema carcerário brasileiro, como “Gaiola de Ninar” e “Segunda Ordem” este último, denuncia ações da Guarda Civil Metropolitana. Com os textos “Joaõazinho e a Estrela Guia” e “Prece para um casal de tolos”, Fabiano leva o Grupo Porão para trabalhar na Capital. Enquanto dirige seus espetáculos, continua atuando em outros como “Édipo Rei” e “Gota d’-água” e se apaixona pelo cinema, que já conhecia desde os tempos da Escola Macunaíma e pelo qual já havia passado em 2007, quando filmou com o santista Carlos Oliveira.

Martins Fontes – E foi graças ao trabalho com o cineasta Carlos Oliveira que o ator Fabiano Santos, resolveu conhecer a Beneficência Portuguesa. Oliveira que ao longo dos anos vem se dedicando à pesquisa sobre o médico e poeta Martins Fontes, que trabalhou também na Beneficência, onde veio a falecer e foi velado em 1937, começa a dirigir nos próximos dias, o filme-documentário “Como é bom ser bom”, sobre o médico, com várias cenas no Hospital Santo Antônio (Av. Bernardino de Campos, 47). Fabiano que está em Santos ensaiando sob a direção de Renato Di Renzo o texto “Bodas de Midas”, de autoria de Roberto Massoni, terminou participando (nos bastidores) da programação envolvendo o elenco jovem e pesquisa para o filme a ser rodado na Beneficência sobre Martins Fontes.

Durante a visita à Beneficência, o ator encantado com o estado de preservação do palacete neocolonial projetado pelo engenheiro português Ricardo Severo e inaugurado em 1º de dezembro de 1926, disse “Estou surpreso, como eu, santista não conhecia esse prédio rico em história, com detalhes incríveis, do piso às janelas, que contam a história da cidade desde o início do século passado. É emocionante conhecer o hospital onde trabalhou Martins Fontes, especialmente porque foi em hospitais, através de grupos de animação, que descobrir minha vocação para o teatro”.

(Foto SPB)

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