Autoconfiança é inimiga da segurança no trabalho

Nesta segunda-feira, 27 de julho, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, cujo objetivo é conscientizar e lembrar as pessoas da importância de estarem sempre seguros e protegidos na hora de desempenhar suas tarefas no trabalho, independentemente da profissão.

O engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Eduardo Torquato da Silva responsável pelo SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, da Beneficência Portuguesa, fala sobre a importância da atenção à segurança em todos os ambientes de trabalho, ressaltando que as normas de segurança devem ser observadas, inclusive nos serviços domésticos.

Eng. Luiz Torquato

Patrimônio- “O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, atua à luz da Engenharia de Segurança do Trabalho, em conjunto com a Medicina do Trabalho, tendo como base as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e uma das maiores dificuldades do setor em qualquer ambiente de trabalho é fazer com que todos os trabalhadores sigam as regras durante todo tempo e no desenvolvimento de qualquer que seja a função. Procuramos demonstrar que o uso e aplicação das técnicas recomendadas pela Segurança do Trabalho devem ser vistas como um patrimônio do trabalhador”. explica Torquato.

Foi perguntado ao engenheiro porque há funcionários (em qualquer empresa) que descumprem orientações, mesmo sabendo dos riscos e de que segurança é seu patrimônio.

“Na realidade, torna-se difícil a introdução de novos procedimentos porque normalmente o ser humano tem dificuldade em absorver o novo, porém a estratégia utilizada por nós, baseia-se na conscientização, o que, felizmente, tem trazido resultados satisfatórios”, respondeu o engenheiro.

Torquato, que também é engenheiro florestal, lamenta que órgãos como o SESMT ainda não sejam vistos com a real importância que representa em qualquer empresa, especialmente para os próprios funcionários.

“A visão geral acompanha o que vemos nas empresas como um todo no Brasil, isto é, ainda não é vista como importante, razão pela qual temos que trabalhar muito para melhorar a nossa comunicação para reverter esta situação e um dia chegar ao índice mais baixo possível de acidentes de trabalho em todas as áreas profissionais”.

Segundo Torquato, o tipo de acidente mais comum no trabalho varia de acordo com a natureza do serviço, naturalmente e na área hospitalar, uma atenção especial deve ser dada aos objetos perfurocortantes.

“Os acidentes que tem merecido maior dedicação de nossa parte do ponto de vista da prevenção, são os perfurocortantes, especialmente com relação ao pessoal da enfermagem, porque podem acarretar uma eventual contaminação do profissional”

No próximo mês (agosto), dentro da programação de aniversário de 156 anos da Sociedade Portuguesa de Beneficência, o engenheiro fará palestra sobre um dos maiores inimigos da segurança no trabalho: a autoconfiança. “Ao longo do tempo observamos que os acidentes de trabalho são frequentes com profissionais em duas fases: no primeiro ano de trabalho devido a inexperiência e após, no mínimo três anos de trabalho, quando o profissional se sente seguro demais com relação a seu ofício.

Equipe SESMT da SPB: Alexandre de Almeida Matias, Juliana de Souza Morado e Jurandir Fortunato Joaquim

Equipe SESMT da SPB: Alexandre de Almeida Matias, Juliana de Souza Morado e Jurandir Fortunato Joaquim

Mensagem – O engenheiro Luiz Eduardo Torquato deixa uma mensagem para a reflexão dos trabalhadores de todas as áreas:

“Os acidentes relativos à perfurocortantes, estão polarizados em dois tipos de profissionais, aqueles com menos de um ano de atividade profissional e também naqueles com mais de 3 anos de atuação na carreira. Esta situação nos leva a pensar que os profissionais saem das escolas necessitando de um melhor preparo, carecendo de uma melhor visão da importância da biossegurança, de outro lado, os acidentes de incidência nos funcionários de mais de 3 anos, denota que talvez a autoconfiança tenha sido a mola propulsora deste acidente. Moral da história, as escolas necessitam enfatizar melhor os cuidados que o futuro profissional precisam ter com os procedimentos, sempre aplicar as boas práticas de segurança ao exercer a sua atividades, para garantir a sua integridade e também que os mais experientes não deixem que a sua autoconfiança possa trazer um dano que poderá redundar em perda consumada”.

A equipe do SESMT da Beneficência chefiada pelo engenheiro Torquato é formada ainda pelos funcionários da instituição: Alexandre de Almeida Matias, Juliana de Souza Morado e Jurandir Fortunato Joaquim.

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