Na última Corrida Internacional de São Silvestre, um dos colaboradores da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos, venceu mais um dos muitos desafios que se impôs para provar a si mesmo que vencer não significa subir ao pódio, mas participar, conhecer e respeitar seus limites, mas principalmente, concluir suas tarefas.

Estamos falando do Gilberto Correia dos Santos, um dos colaboradores do Serviço de portaria da Beneficência, onde trabalha há 23 anos.

Discreto, de pouca fala, Gilberto surpreendeu a todos na Beneficência quando revelou que era um dos mais de 30 mil inscritos na maior maratona do País realizada na capital paulista e que recebe participantes de várias partes do mundo. Ao tomar conhecimento da decisão do colaborador, o presidente Ademir Pestana, de imediato deu o maior apoio e mandou confeccionar camiseta com material que tem na sua composição mais poliamida, fundamental na prática esportiva pela capacidade maior absorção do suor, para maior conforto do atleta da família Benê.

Gilberto não é principiante em corridas, há três anos vem participando a tradicional prova dos 10 Km de A Tribuna e como diretor da Associação Brasileira de Ciclistas, está sempre treinando como ciclista, para grandes percursos. Mas a Corrida Internacional de São Silvestre e seus desafiadores 15 km em percurso acidentado, especialmente pelas ladeiras e quantidade de participantes (caminhantes, cadeirantes e corredores), além das altas temperaturas, se tornou um sonho e consequentemente um desafio.

Como entende que os desafios existem para serem superados, Gilberto resolveu encarrar a famosa corrida e deu inicio ao puxado treinamento que fazia nas horas de folga, em uma ciclovia em desuso, muito acidentada com ladeiras, buracos, desníveis, mato, paus, pedras, existente próximo à Rodovia do Imigrantes em São Vicente.

Pronto para o desafio, partiu para a maratona, que segundo ele se tornou um divisor de águas na sua vida, pois pode vencer a provocação a que se impôs, testando seus limites e provando a si mesmo que idade não pode ser considerada um peso na vida das pessoas, a partir do momento que a saúde é um fator primordial, e isso ele demostrou que tem e que sabe se cuidar para que ela paute sua vida.

Vitória – “Me sinto vitorioso, mesmo estando longe do pódio, porque eu fui lá, dei a largada e cruzei a linha de chagada correndo. Não me importo e nem tem importância qual foi minha classificação naquele mar de gente que correu. O que importa é que minha medalha tem sabor de vitória, de primeiro lugar”, disse Gilberto Correia do Nascimento, aos 63 anos de idade e muita disposição.

Orgulhoso de seu feito, e com toda razão, Gilberto Correia disse que a medalha a que fez jus e a camiseta da Beneficência que usou na maratona, serão guardadas e por ele referenciadas como seus maiores troféus até o momento.

Parabéns Gilberto Correia do Nascimento, a grande família Beneficência o reverencia!

(Fotos: Divulgação)

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