Faleceu na noite desta quarta-feira (17), o ex-deputado federal Gastone Righi (foto). Advogado, empresário, professor universitário e um dos políticos brasileiros mais influentes na luta pela autonomia política de Santos, Gastone estava internado no Hospital Santa Clara, na Beneficência Portuguesa e morreu aos 83 anos, de insuficiência cardíaca. Ele foi o autor do projeto de lei que propiciou o retorno da autonomia de Santos, cidade onde nasceu e também das cidades de Cubatão e São Sebastião.

Cassado pela Ditadura Militar em 1968, Gastone teve direitos políticos suspensos por 10 anos. Depois, com a anistia, foi eleito em 1982, mais uma vez para a Câmara dos Deputados se reelegendo por mais duas vezes. Deputado Constituinte, foi um dos que defendeu e brigou para que a nova Constituição (1988) fosse elaborada pelos deputados federais e senadores (Congresso Constituinte) e não por uma Assembleia formada por representantes eleitos para tal fim, como queriam alguns órgãos da Nação.

Nascido em Santos, Gastone Righi Cuoghi era filho de imigrantes italianos, antes de ingressar na Casa Amarela, a Faculdade de Direito da Sociedade Visconde de São Leopoldo, hoje Unisantos – Universidade Católica de Santos, foi estivador no porto santista. Autor de inúmeras leis, trouxe para Santos a Justiça Federal, tornando a cidade, na primeira fora das capitais a contar com esse órgão e entre outras leis, foi o responsável que proibiu a caça às baleias em todo o País.

Gastone deixa viúva Lucyenne Prieto Cuoghi. Deixa também os filhos Flávio, Sérgio, Selene e Cybelle, noras, genros e netos.

Não houve velório, segundo familiares em atendimento a pedido de Gastone, quando ainda vivo. A cerimônia de cremação às 14h, desta quinta-feira (18), na Memorial Necrópole Ecumênica de Santos, foi reservada aos familiares.

(Foto:Divulgação)

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